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Titulo Festa de Santo Ovídio
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Aí por 1878, apareceu, no sopé do monte de castro, uma das famosas estátuas galaicas. "Falta-lhes a cabeça, que por uma cavidade quadrangular, aberta entre os ombros, se vê ter sido uma pela separada do tronco. Falta-lhes também a base, em que estas figuras do tronco como que sumiam as pernas até ao joelho" (Martins Sarmento, Dispersos, 36). 

Com esta estátua se guardam, no Museu da Sociedade Martins Sarmento, algumas moedas bem como peças de cerâmica, lá encontradas. Mais recentemente foram descobertas algumas construções, retangulares, umas, circulares, outras, e algumas outras moedas.

Quer isto dizer que, quando, no inicio do séc. I da nossa era “as legiões d'Augusto penetraram na região, encontraram-na na posse d'uma raça brava e aguerrida, de origem celta, segundo uns, litúrgica, segundo outros, que vivia acantonada no seu castro.

Muito naturalmente aí se adorava, no cimo do monte, alguns ou alguns dos deuses dos pagãos. E por substituir o deus pagão por um Santo, Santo Ovídio, neste nosso caso, não sem deixarem de substituir algumas das tradições anteriores.

Diz-se de Santo Ovídio que era de origem romana, erudito, de família ilustre e integérrimo de costumes. E que, por ordem do Papa S. Clemente (87-97) que reconhecera o zelo e o testemunho de vida. Veio governar a Igreja Bracarense: 3.ª Arcebispo. Teria sido assim um dos principais apóstolos do seu tempo, acabando por dar a vida em testemunho de fé. O seu corpo ter-se-ia conservado em altar próprio e durante séculos na Sé de Braga, e que D. Rodrigo de Moura Teles e transferiu, em 1708, para lugar desconhecido.

A fama dos seus milagres não esmorecer e os fieis continuam a invocá-lo nas suas aflições, mor-mente dos ouvidos.

A atual capela data de 1860. Todos os anos, no terceiro domingo de agosto se realiza a festa estatuária em Sua honra, que reúne peregrinos das terras de Fafe e também de Guimarães. 

Data da Festa:

3º domingo de agosto 

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