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Título Núcleo de Artes e Letras de Fafe evoca 50 anos da morte do ensaísta António Sérgio
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Data de Publicação 2019-01-17 00:00:00 +0000
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O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai evocar o cinquentenário do falecimento de António Sérgio (1883-1969), um dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo.

Nesse âmbito, na noite de 24 de Janeiro, promove, na Biblioteca Municipal de Fafe, que colabora na iniciativa, uma conferência intitulada “Evocação dos 50 anos da morte de António Sérgio: o Filósofo, o Historiador, o Educador, o Político”, a cargo de José Augusto Gonçalves, docente de Filosofia e Psicologia da Escola Secundária de Fafe.

A anteceder a palestra, regista-se um momento musical pelo jovem cantor fafense Carlos Miguel. Na ocasião, estará também patente uma mostra bibliográfica do ilustre pensador.

Ensaísta, crítico, pedagogo, historiador, político, sociólogo, filósofo, António Sérgio foi um dos pensadores maiores do século XX em Portugal.

Ministro da Educação na I República, vê-se obrigado ao exílio, após o 28 de Maio, residindo em Paris de 1926 até 1933. Regressado a Portugal, tornou-se um dos principais nomes do movimento cooperativista e do socialismo democrático. Adversário do Estado Novo, participou no Movimento de Unidade Democrática e apoiou a candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958. Sérgio foi preso em 1910, 1933, 1935, 1948 e 1958.

Deixou uma vasta obra, destacando-se Educação Cívica (1915), Breve Interpretação da História de Portugal, Cartas do Terceiro Homem (1954) e os oito volumes de Ensaios (1920-1958), além de literatura infanto-juvenil e intensa colaboração em revistas culturais e na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

Por seu turno, José Augusto Gonçalves é Mestre em Educação pela Universidade do Minho, com a dissertação "Para uma Escola Cidadã. Contributos da Obra de António Sérgio". Publicou, em consequência, a obra "A Educação Cívica Segundo António Sérgio: Sua Actualidade" (2003).
O autor editou até agora sete obras, nas áreas do ensaísmo, da ficção e do "conto rústico", além de colaboração em jornais e revistas.

A entrada é livre.

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